16 de abril de 2012

Nenhum livro é inútil






Que a sociedade está formatada para se comprar, utilizar e reciclar (analisando este fenómeno pela perspectiva positiva que tão bem me caracteriza, senão, trocava esta palavra pela expressão "deitar fora"), já não é novidade, nem o facto de se produzir, tendo previamente em vista a curta duração de vida do produto.

É chocante, é verdade. Mais do que isso: revoltante.

Este ciclo aplica-se a qualquer área de actuação do capitalismo; as suas manápulas invisíveis estão por todo o lado. O ensino e a educação não são excepções à regra. Aproveito para, de seguida, exemplificar o meu ponto de vista.

Entre o meu irmão mais velho e o mais novo, há seis anos de diferença, estando eu e a minha irmã gémea no meio. Por nós os quatro, passaram três reformas educativas, o que significa que poucos ou quase nenhuns foram os livros que puderam ser reutilizados noutros anos lectivos. Algumas vezes, tinha a ver com o número de edição do manual...

Esta situação obrigou os nossos pais a gastarem muito dinheiro com os livros, que, findo o ano escolar, se foram acumulando em casa e, posteriormente, na arrecadação. Com o passar do tempo, tornaram-se inúteis e desactualizados. Tinham sido tão caros... Já nem para trabalhos de pesquisa serviam. Para isso, há a Internet e livros mais recentes. Até os países africanos, onde o grau de instrução da população é extremamente baixo, os desprezaram. E enviá-los para Timor implicava custos enormes que quase não justificariam a boa vontade em partilhar aquilo que já fora nosso. O que fazer?

Um professor podia ter a resposta que procurávamos:

Não há quem queira livros tão antigos. O melhor é reciclá-los. É o que eu faço. Pelo menos, com eles, produz-se papel novo.

Não pode ser... Não podíamos aceitar este desfecho. O método da reciclagem é louvável, sem dúvida, mas era difícil colocar, no depósito do papelão, textos, problemas, teorias, fórmulas, enfim... símbolos do conhecimento, e do esforço laboral e monetário dos nossos progenitores.

Tem de haver outra solução.

Tardou a chegar, no entanto, neste momento, já está ao nosso alcance e chama-se Campanha "Papel por Alimentos".





Trocar papel, que há-de ser reciclado, por alimentos já me incute um sentimento de satisfação. Mal posso esperar por empacotar aqueles livros e levá-los até ao Banco Alimentar.

Moral da história: Nenhum livro é inútil.

10 de abril de 2012

Eu e os concursos, passatempos...

Concursos e passatempos é comigo! Ganhá-los é que nem sempre...

Bem, saíram hoje os resultados do "Passatempo - Dia do Pai" do site da Nestlé e não fui nenhuma das vencedoras. Talvez porque tenham pedido uma rima e eu fiz um poema... Costumo seguir os regulamentos à risca mas, desta vez, distraí-me.





Maninho, em resposta ao teu post e ao meu comentário ao mesmo, aqui fica a minha participação:


Passei o Dia do Pai com aquele moço
Já quase sexagenário, chamado José
Bebemos Nescafé Galão ao pequeno-almoço
O dia começou bem, obrigada Nestlé
Mas terminou com uma estranha sensação
Porque faltou a máquina de fazer pão!



27 de março de 2012

Faz bem ouvir pessoas assim

Considero o programa "Alta Definição", da SIC, interessante devido ao apresentador e à edição de vídeo, contudo, nem sempre os convidados o são. Não foi o caso da semana passada. Apesar de não ser fã incondicional, aprecio bastante o trabalho do David Fonseca. Na minha opinião, ele preenche alguns dos requisitos para poder ser apelidado de "génio", por isso, aproveito para a partilhar aqui:





Foi engraçado constatar que ele, tal como eu:

- Tinha boas notas;
- Deixava os colegas copiarem nas aulas;
- Sofria do grande mal que é a timidez;
- Detesta cremes;
- Não gosta de pijamas e associa-os à doença;
- Se pudesse, acabava com a necessidade de dormir;
- Vê sempre o copo meio cheio, o que, por vezes, se torna irritante;
- Gosta de ouvir a música bem alto;
- Gosta de certas músicas pelo facto de o fazerem recordar determinados momentos;
- Considera aborrecido toda a gente fazer a mesma coisa;
- Gosta de observar as pessoas quando está à espera numa fila;
- Gosta de fotografia;
- Adora andar de bicicleta.

Infelizmente, isso não faz de mim um génio.

24 de março de 2012

Uma manhã muito fit






Hoje o ginásio Vivafit Restelo organizou o primeiro peddy-paper, no qual eu, a minha irmã, a nossa mãe e outras senhoras participaram. À medida que a prova ia decorrendo, exercitámos o corpo (e o cérebro), o que não podia ter sido mais pertinente. Foi uma manhã passada em muito boa companhia porque, tanto as organizadoras, como as participantes se esforçaram por manter a boa disposição. E numa manhã abafada e chuvosa, não é fácil.

Com o intuito de o tornar praticável no âmbito do Vivafit, as regras deste peddy-paper sofreram pequenas alterações. O grupo foi dividido em quatro equipas e, todas juntas, partimos do ginásio com as t-shirts a identificarem-nos. Pelos vistos, isso não bastou. Era preciso dar ainda mais nas vistas:

Onde quer que vamos
Todos nos perguntam
Quem é que somos
E donde é que vimos
Nós somos do Vivafit
Do Restelo
E se não nos ouvem
Gritamos mais ALTO!

Este foi o grito de guerra de que a minha irmã se lembrou. Coitada! Amanhã estará sem voz.

Do Restelo, fomos para a Ajuda e daí para Belém. Consoante íamos caminhando em direcção à meta, fomos respondendo ao questionário que nos tinha sido entregue no início. Este continha questões relacionadas com a História e a cultura dos locais por onde passámos, para além de actividades que nos obrigavam a fazer exercício físico. O sucesso na conclusão destas tarefas garantia a acumulação de pontos.

Caminhámos tanto... E o melhor de tudo foi a equipa das Barraqueiras ter ficado em primeiro lugar:





Cada elemento da equipa contribuiu da melhor forma que pôde para a vitória, por isso, obrigada à minha irmã, à nossa mãe, à Carminho e à Esmeralda. :)

Dias assim sabem mesmo bem!

21 de fevereiro de 2012

O meu Carnaval

Penso que acontece a todos nós sermos surpreendidos por uma situação cuja ocorrência nunca mais tinha sido tida em conta. Foi assim quando fui à Disneyland Paris. E voltou a ser durante esta época festiva porque, afinal, ainda não tinha fechado as portas ao Carnaval.




Ontem eu e a minha irmã desfilámos com os nossos meninos do voluntariado pelo bairro onde eles moram. Ela improvisou uma bruxa - muito assustadora! - e eu lá me safei com o fato de Robin dos Bosques que o meu irmão mais novo vestiu no âmbito de uma feira medieval há coisa de seis anos. E serviu-me! Do ponto de vista dos pequenos, era um duende (do Pai Natal). «Eu sou o que vocês quiserem», disse-lhes.

Todos eles estavam amorosos. Uns foram vestidos de casa e para os outros fizeram-se fatos de zorro e vestidos originais com sacos de lixo, cartão e papel crepe. A banda não faltou porque as palavras de ordem eram fazer barulho. Os instrumentos musicais - línguas de sogra, caixas de cartão e chocalhos feitos a partir de garrafas de plástico - foram distribuídos e quem não era músico tinha de gritar e bater palmas.

Foi um dia muito giro e diferente do dos anos mais recentes, principalmente, por ter sido passado em conjunto com aquelas crianças. :)